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Quarta-feira amanhece sem chuva na Região Serrana do Rio

A quarta-feira (19) começou sem chuva nas cidades mais atingidas pela combinação recente de enchente e deslizamento, como Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo. Com isso, os trabalhos de resgate e limpeza das ruas devem ser retomados mais facilmente nas áreas atingidas. Ao todo, o número de vítimas da Região Serrana já passa de 700.

Veja imagens em 360º da Praça do Suspiro após a chuva em Friburgo

A chuva que alagou as ruas do Centro de Petrópolis na terça-feira (18), chegou a assustar os moradores. A Defesa Civil de Petrópolis informou que registrou três pequenos deslizamentos de terra ocorridos no Centro e nos bairros Bingen e Vila Militar, fora da área de Itaipava. Mas não há registro de novos problemas na região.

Socorro só de helicóptero
Ainda há pelo menos 17 localidades em que só é possível chegar de helicóptero ou carro 4×4.

Pelos últimos levantamentos dos municípios, são 339 mortos em Nova Friburgo, 285 em Teresópolis, 62 em Petrópolis, 22 em Sumidouro, 6 em São José do Vale do Rio Preto e 1 em Bom Jardim.

A prefeitura de São José do Vale do Rio Preto explica que 6 corpos foram encontrados na cidade, mas não há confirmação que eles sejam moradores do município. Segundo a prefeitura, eles podem ser de moradores de outras cidades e chegaram até lá pela correnteza do Rio Preto.

O número de desaparecidos segue incerto. Teresópolis, Petrópolis e Sumidouro já contam com 182 com paradeiro desconhecido. Mas há cidades em que não há lista de desaparecidos.

A Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil tem feito um levantamento próprio e informou às 18h de terça-feira (18) que são 701 mortos no estado, sendo 334 em Nova Friburgo, 285 em Teresópolis, 62 em Petrópolis e 20 em Sumidouro.

Segundo a Polícia Civil, até as 05h45 desta quarta-feira (19), 709 corpos já foram resgatados e identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 285 em Teresópolis, 337 em Nova Friburgo, 63 em Petrópolis, 19 em Sumidouro, 4 em São José do Vale do Rio Preto e 1 em Bom Jardim.

Petrópolis
Em aproximadamente uma hora foram registrados 80 mm de chuva no Centro de Petrópolis, na terça-feira (18). Em todos os locais os engenheiros da Defesa Civil fizeram a vistoria. As buscas por vítimas continuam nas áreas de difícil acesso, principalmente no Vale do Cuiabá e na localidade de Brejal, no distrito da Posse.

Em Friburgo, veículos desceram pela encosta Em Friburgo, veículos desceram pela encosta
(Foto: Tássia Thum / G1)

Nova Friburgo
A Secretaria de Comunicação da prefeitura de Nova Friburgo diz que não há como separar desabrigados de desalojados, porque muita gente procurou abrigo em casa de parentes, amigos ou vizinhos. A prefeitura calcula que existam na cidade entre 5.200 e 6 mil desalojados e desabrigados, e afirma que não há mais bairros isolados na cidade.

O abastecimento de água e de energia, de acordo com a prefeitura, já foi restabelecido em cerca de 70% de Nova Friburgo. Técnicos voluntários, inclusive de outros estados, trabalham para restabelecer os serviços de telefonia. O maior problema agora, é a coleta de lixo, já que além de sofás e outros objetos de grande porte, ainda há grande quantidade de troncos de árvores e pedras que precisam ser removidos das ruas da cidade.

A prefeitura de Nova Friburgo divulgou, na terça, através de seu blog, a lista com os números e os endereços de todos os orelhões da cidade que estão funcionando de graça. O objetivo é facilitar a comunicação de moradores com parentes e amigos.

Ainda em Teresópolis, caminhão é atingido Em Teresópolis, caminhão ficou suspenso com a
força das águas (Foto: Thamine Leta/G1)

Teresópolis
Em Teresópolis, segundo a prefeitura, grande parte do 3º Distrito, como é chamada a Zona Rural, ainda tem dificuldade de acesso por terra. A área representa 66% do município.

Na terça (18), o G1 chegou ao bairro Campo Grande, em Teresópolis, que ficou isolado pelas chuvas fortes que atingiram o município na última semana. Na chegada, um cenário desolador: dezenas de casas desapareceram em uma avalanche de pedras. Entre os moradores, histórias de perdas de familiares, sofrimento e alívio por estar vivo. Eles têm a certeza de que há muitos mortos que ainda não foram resgatados na área.

ponte bom jardimA destruição da ponte de Bom Jardim dividiu a
cidade em duas (Foto: Tássia Thum / G1)

Bom Jardim
Em Bom Jardim, segundo a prefeitura, foi encontrado o primeiro corpo na cidade nesta terça, oficialmente, encontrado no distrito de São José do Ribeirão. Quatro pontes caíram na cidade que, por causa disso, está dividida em quatro regiões. Há muitas áreas em que a ajuda só chega de helicóptero. Entre elas: Banquete, São José do Ribeirão, São Miguel, Bem te vi, Bom Destino e Jardim Boa Esperança.

Toda a frota da prefeitura foi destruída pelas águas, o que dificulta o acesso das equipes de resgate e serviço na cidade e 1.200 pessoas estão desalojadas e 700 estão desabrigadas.

São José do Vale do Rio PretoCarro destruído em São José do Vale do Rio Preto
(Foto: Glauco Araújo/G1)

São José do Vale do Rio Preto e Sumidouro
Em São José do Vale do Rio Preto, segundo a prefeitura, foram encontrados seis corpos que foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Petrópolis. Não há registro de desaparecidos. As chuvas deixaram 2.064 desabrigados e desalojados. Na cidade, as localidades conhecidas como Poço Fundo, Parada Morelli e Areias seguem ilhadas.

Em Sumidouro, por causa da dificuldade de comunicação, o órgão ainda contabiliza o número de desabrigados e desalojados. Há ainda sete localidades com acesso restrito: Santo André, São Bento, Cascata, Itororó, Fazenda Boa Vista, Fazenda Santa Cruz e Pilões.

Destruição em ArealPrédio de dois andares destruídos em Areal
(Foto: Arthur Emanuel Vieira da Cruz/VC no G1)

Areal
Em Areal não houve mortos, segundo a prefeitura. Mas a chuva causou estragos, destruindo 50 casas e interditando várias pontes que fazem ligações entre os bairros do município.

Apenas o bairro Amazonas está numa área onde o acesso é muito difícil, mas mesmo assim, a ajuda está chegando aos moradores. A prefeitura calcula que 1.200 pessoas estão desabrigadas e 2.500 desalojadas.

G1

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