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A minha crítica ao filme 11.11.11

novembro 16, 2011 1 comentário

Olá boa tarde a todos, 

Ontem estive no cinema e assisti o filme 11.11.11 e realmente fiquei decepcionada, por isso venho deixar a minha crítica no blog.

11-11-11 Filme

Os cinemas não vivem apenas de histórias mas vivem de marketing também, então imagine que presente os cinemas ganharam com esta data 11.11.11 caindo em uma sexta feira…Com certeza muito money!  O filme é uma espécie de suspense, religioso que tenta se passar por um terror.

A história um tanto quanto confusa contrapõe o radicalismo entre dois irmãos. Um deles Samuel paralítico, pastor de uma igreja fundada por seu pai possui uma grande fé em Deus e em sua palavra e acredita que tem uma mensagem especial para a humanidade mesmo que a igreja esteja se esvaziando. O diretor não consegue comprovar sequer o porquê Samuel é tão adorado pelos fiéis da igreja. Joseph irmão de Samuel é ateu, desistiu da fé devido aos acontecimentos em sua vida, ( perdeu a mulher e o filho em um incêndio)  é um escritor de sucesso tendo milhares de fãs por todo o mundo.

Tudo se torna confuso quando Joseph passa a visualizar o número 11.11 em todos os lugares, fica mais estranho ainda depois que ele sofre um acidente e começa a enxergar pessoas estranhas tentando lhe passar alguma mensagem. No filme foram introduzidos diálogos que beiram ao rídiculo. O filme aposta na repetição de que Joseph precisa salvar o seu irmão de algum poder oculto, tornando o filme extremamente cansativo.

Depois de muitos anos longe da sua família, ele decide voltar para Barcelona- Espanha ( aproveitando todo o cenário gótico natural da cidade)  depois de ter recebido a notícia de que seu pai estava morrendo, a notícia é dada as 11:11.

A partir dai a trama traz mais situações cujo número 11-11 se ”manisfesta” de diferentes formas, locais e situações. A partir deste momento começamos a perceber o esforço dos roteiristas para encaixar a conspiração sem fundamento em uma história totalmente maluca. Joseph que é ateu começa a levantar um auto questinamento se ele não estava errado todo este tempo com relação a sua fé e começa a crer em sinais, e seu irmão que é pastor apenas acredita que sejam números, coincidências etc  ou seja de alguma forma os papéis se invertem.

O filme apresenta algumas cenas de sustos muito mal elaboradas na minha opinião, deixando muito a desejar, provavelmente muitas pessoas saíram do cinema sem entender muitas coisas. Eu não descobri ainda o porquê aquela mulher que se apressa para buscar a revelação das fotos, queima aquelas fotos depois..

11-11-11 não tem nenhum desenvolvimento que não beire uma enorme preguiça narrativa na minha opinião.

Deixem as suas críticas e opiniões complementares no blog.

Obrigada

Blue Fairy

 

Charles Chaplin 4 ever…

novembro 15, 2011 Deixe um comentário

Olá queridos leitores,

É com prazer que publico um pouco da história deste artista inesquecível com tanta sensibilidade que foi capaz de arrancar sorrisos e lágrimas do público mesmo sem dizer uma palavra se quer…

Acontece em São Paulo a mostra de Charlie Chaplin, com fotos, e vídeos no Instituto Tomie Ohtake, estive lá e  pude conferir de perto um pouco mais da trajetória deste grande artista… http://www.institutotomieohtake.org.br/inicio/teinicio.htm Aproveitem a mostra que já passou por vários países até o dia 27 de novembro!

Charles Spencer Chaplin nasceu no dia 16 de abril de 1889 às 20 horas, em um subúrbio de Londres. Sua mãe, Lili Harley, era atriz de comédia. Seu pai, também artista do music-hall, abandonou a família quando Charles ainda era pequeno. Um grave problema de laringite acabou com a carreira da jovem Lili Harley, obrigando Charles Chaplin a debutar artisticamente com apenas cinco anos de idade.

O teatro, muito freqüentado por soldados, não era propriamente um local “seletivo”, mas foi onde o pequeno Chaplin pôde demonstrar pela primeira vez o seu grande talento para a interpretação.

Os primeiros anos da vida de Chaplin se passaram em orfanatos, e foi neles onde Chaplin encontrou todos os elementos que utilizaria mais tarde nos roteiros dos filmes que dirigiu e interpretou. Essa primeira etapa da sua vida não tinha o humor nem a ironia com a qual o cineasta sensibilizou o público do mundo inteiro.Felizmente, Chaplin acabou construindo a sua vida com a única coisa positiva que poderia ter herdado da sua família: a paixão pelo teatro. Graças a seu pai, comemorou o seu oitavo aniversário contratado por uma companhia de bailarinos chamada Eight Lancashire Lads. Pouco depois, a morte de seu pai e a internação da sua mãe em um sanatório marcariam a vida de Chaplin profundamente. Nessa época assinou seu primeiro contrato estável como ator, interpretando um mensageiro em uma versão de Sherlock Holmes. Com esse trabalho, melhorou sua situação financeira. Nesse mesmo ano conseguiu um emprego no Circo Casey, onde pôde desenvolver as suas habilidades cômicas. Já na primeira apresentação, conseguiu arrancar sonoras gargalhadas do público pela maneira desesperada com a qual recolhia as moedas atiradas à arena.
O adolescente Chaplin conseguiu um lugar na companhia do acrobata Fred Karno, apresentado por seu irmão Sidney. Karno, que fazia sucesso com espetáculos de mímica, chegou a ter cinco companhias, apresentando-se em todas simultaneamente. Chaplin rapidamente superou o artista Harry Weldon, com quem dividia o número e, em 1909, teve a sua primeira temporada em Paris.


Pensamento
 

“Se tivesse acreditado
na minha brincadeira
de dizer verdades teria
ouvido verdades que
teimo em dizer brincando,
falei muitas vezes como um palhaço
mas jamais duvidei da
sinceridade da platéia
que sorria.”

Chegando em Paris, conheceu os favores das prostitutas, e a cidade onde os irmãos Lumiére, George Méliés e Max Linder fizeram nascer a magia do cinematógrafo. Anos mais tarde, Max Linder diria: “Chaplin teve a gentileza de me confessar que os meus filmes o levaram a fazer os seus próprios filmes.Chamou-me de mestre, mas fui eu que tive o prazer de aprender com ele”. Naquela época, o mundo das imagens animadas ainda lutava para conseguir uma linguagem própria e um reconhecimento social.

Depois de outra turnê pelo norte da Inglaterra, Karno ascendeu Chaplin a primeiro ator das representações que a companhia faria nos Estados Unidos, em 1910. Toronto e Nova Iorque foram as primeiras paradas desta turnê, antes de prosseguir para o oeste. A Broadway não assimilou o humor inglês, mas Chaplin chamou a atenção de alguns jornais e de um jovem espectador, que nessa época trabalhava para o cinema; era Mack Sennett, que voltaria a encontrar Chaplin dois anos mais tarde, em uma nova turnê pelos Estados Unidos.

Enquanto estava na Filadélfia, em 1913, Chaplin recebeu um telegrama pedindo-lhe que fosse até um escritório no centro da Broadway. Ali funcionava a sede da Keystone Comedy Film Company, onde lhe ofereceram um salário de 150 dólares para que fizesse três filmes por semana. Depois de algumas negociações, Chaplin acabou aceitando o trabalho e, ao chegar em Los Angeles, reencontrou Mack Sennett, que seria seu novo chefe.

“A beleza
é a única coisa
preciosa na vida.
É difícil encontrá-la
Mas quem consegue,
descobre tudo.”

Chaplin dividiu camarim com estrelas da casa, como Ford Sterling, Roscoe Arbuckle e Mabel Normand. No início, Chaplin teve que se adaptar ao estilo de Sennett, com perseguições policiais e exibições de insinuantes banhistas. O seu primeiro filme, estreado em fevereiro de 1914, mostrava as aventuras de um personagem cômico na redação de um jornal. Em seu segundo filme, Corrida de automóveis para meninos (1914), criou um personagem que logo seria identificado pelo público. Sennett pediu-lhe que se vestisse de maneira engraçada. “Pensei que poderia usar umas calças muito grandes e uns sapatos enormes, além de uma bengala e um chapéu coco. Queria que tudo fosse contraditório: as calças folgadas, o paletó apertado, o chapéu pequeno e os sapatos enormes. Não sabia se deveria parecer velho ou jovem, mas quando me lembrei que Sennett tinha pensado que eu era bem mais velho, coloquei um bigodinho que me daria alguns anos sem esconder a minha expressão”. Assim nasceu o famoso “Tramp” (que os povos dos países de idioma espanhol passaram a chamar de “Carlitos”). As disputas com outros diretores e a ambição dificultaram sua relação com a Keystone, depois de ter filmado 35 longas-metragens em apenas um ano. Não foi difícil conseguir, em 1915, um contrato com a Essanay, a produtora que tinha por estrela principal Gilbert M. Anderson, o famoso Bronco Billy dos primeiros filmes western. A partir desse contrato, Chaplin começou a ganhar 1.250 dólares por semana e uma bonificação extra de 10.000 dólares, com a qual formou uma equipe bastante competente, consolidando uma técnica e um estilo próprios.

Insatisfeito com os estúdios da Essanay em Chicago e em São Francisco, instalou-se em Los Angeles. Desde o primeiro dos quinze filmes que realizou para essa produtora, teve a colaboração de Rollie Totheroth, seu fiel câmera durante sua carreira nos Estados Unidos. Contratou Edna Purviance como primeira atriz dos filmes que realizaria nos próximos quinze anos , logo após ter começado a dirigir, percebeu “que o posicionamento da câmera não era apenas uma questão psicológica, ms também constituía a articulação da cena; na verdade, era a base do estilo cinematográfico”. O sucesso de Chaplin foi consolidado pelo contrato com a Mutual em 1916. Em troca de 10.000 dólares semanais e de uma bonificação inicial de 150.000 dólares, Chaplin comprometeu-se a entregar doze curtas-metragens de duas bobinas, dentre os quais estão algumas das sus primeiras obras-primas: “No Armazém” (1916), “Rua da paz” (1917), “O balneário” (1917), “O emigrante” (1917). A produtora colocou um novo estúdio à sua disposição, o Lone Star, e o cineasta pôde trabalhar com liberdade, rodeado por uma equipe de fiéis colaboradores como os atores Eric Campbell, Henry Bergman, Albert Austin e Edna Purviance.

A respeito de seu envolvimento com Edna Purviance, o próprio Chaplin reconheceu na sua autobiografia: “Como Balzac, que achava que uma noite dedicada ao sexo significava a perda de uma página de algum dos seus romances, eu também achava que seria perder um ótimo dia de trabalho nos estúdios”.

Deixo vocês com alguns pensamentos deste grande ícone

Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.

Charles Chaplin

Beijos Blue Fairy